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Publicações sobre restauração ecológica na Caatinga, Pampa e Pantanal são apresentadas na SOBRE 2026
Na última semana de julho, representantes de projetos apoiados e a equipe do GEF Terrestre participaram da VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica – SOBRE2026. O evento, que aconteceu na Universidade de Brasília (UnB), reuniu pesquisadores, financiadores, povos e comunidades tradicionais e proporcionou debates sobre a restauração ecológica no Brasil.
Dentro da programação, os resultados obtidos pelo GEF Terrestre foram apresentados no simpósio “Referenciais teóricos e práticos de restauração ecológica nos biomas Caatinga, Pantanal e Pampa”, que reuniu cerca de 150 pessoas. Na ocasião, as publicações desenvolvidas pelas organizações de cada um dos biomas apoiados pelo projeto também foram divulgadas. Rodolfo Marçal, gerente do GEF Terrestre no Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO); Pedro Sena, biólogo e representante da Rede para restauração da Caatinga (ReCaa), Cátia Nunes, professora da Universidade Federal de Mato Grosso e pesquisadora de áreas úmidas; e Ana Rovedder, professora da Universidade Federal de Santa Maria e representante da Rede Sul de Restauração Ecológica fizeram as apresentações, que tiveram a mediação de Vivian Saddock, integrante da gerência do projeto no FUNBIO.
Marçal compartilhou dados e lições aprendidas nos anos de execução do GEF Terrestre, apresentando um balanço das ações desenvolvidas e dos resultados observados nos três biomas apoiados pelo projeto. Em seguida, os convidados apresentaram três publicações, uma para cada bioma, contendo referenciais teóricos para a restauração e protocolos de monitoramento. O desenvolvimento destas publicações foi feito pelas redes de restauração de cada bioma, com o apoio do GEF Terrestre por meio da contratação de consultorias especializadas que auxiliaram na elaboração do conteúdo técnico, diagramação e impressão das publicações.
Para Pedro Sena, a publicação desempenha um papel fundamental na restauração da Caatinga. “É um documento pioneiro, que organiza formas de monitorar o bioma e traz valores de referência e metodologias para a recuperação da fauna e flora”, celebra. “É um material que será usado por técnicos, governos e por pesquisadores para monitorar e organizar o arcabouço das áreas de restauração da Caatinga”, avalia.
Os participantes receberam as versões impressas das três publicações desenvolvidas: “Referencial Teórico para a Restauração e Protocolo de Monitoramento da Restauração da Caatinga”, “Recuperação do Pantanal – Um guia prático para a restauração ecológica”, e “Bases teóricas e práticas da restauração ecológica no bioma Pampa”. “Esses materiais foram construídos para serem bases orientadoras, oferecendo protocolos de monitoramento, com indicadores e valores de referência específicos que vão ajudar as instituições locais na avaliação dos processos de restauração ecológica em cada bioma”, explica Vivian. O GEF Terrestre ainda apoiou a ida de cerca de 75 pessoas, que atuam em instituições apoiadas pelo projeto, para a conferência.
