FLORESTA VIVA

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FUNDO DA AMAZÔNIA ORIENTAL

Iniciativa inovadora para uma economia sustentável e de baixo carbono

CONSÓRCIO AMAZÔNIA LEGAL

9 governos unidos pelo desenvolvimento sustentável no bioma

REM MATO GROSSO

Iniciativa viabilizada pelos Governos da Alemanha e Reino Unido remunera serviços ambientais baseada em resultados

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta celebra 20 anos

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Postado dia 29 fevereiro 2024

COPAÍBAS apoia Plano de Manejo em RPPN criada por grupo de amigos no norte de Goiás

A união de seis amigos levou à criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), no norte de Goiás, que ajudou na manutenção de um corredor de biodiversidade ligando o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros ao território quilombola Kalunga. A reserva Flor das Águas, que conta com a execução em curso de um Plano de Manejo apoiado pelo Programa COPAÍBAS, vem sendo fundamental para diminuir a pressão sobre o Rio das Almas, uma das principais bacias hidrográficas do Cerrado, e garantir, em seus 72 hectares, a conservação de um importante patrimônio natural no bioma. A implantação do Plano de Manejo visa permitir um melhor gerenciamento da reserva e criar um zoneamento que facilite o monitoramento de toda área. “Essa parceria com o COPAÍBAS tem sido fundamental para o fortalecimento da RPPN e desse importante corredor de biodiversidade. O Plano Manejo é uma peça central em todo o processo”, afirma o idealizador da RPPN, Frederico Rosalino. A RPPN é uma das seis contempladas, dentro do COPAÍBAS, no Projeto Aroeira para Conservação de Terras Privadas. A iniciativa visa contribuir com a redução do desmatamento, protegendo áreas particulares relevantes no Cerrado, localizadas nos maiores fragmentos na Chapada dos Veadeiros (GO) e no Jalapão (TO). A terra adquirida estava sendo vendida em pequenos lotes, todos de um alqueire cada, que margeavam o rio. O impacto que futuras pequenas propriedades poderiam causar no rio fez com que Rosalino mobilizasse alguns amigos para compra total do território. “Depois, já de posse do terreno, enfrentamos a ameaça de instalação de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), que inundaria parte da região e provocaria o desvio do curso d'água. Foi quando procuramos ajuda para a criação da RPPN que, em 2021, acabou sendo oficializada”, diz Rosalino, salientando que a localidade sofre ainda pressão da mineração e de garimpos ilegais. Rosalino explica que a maioria dos envolvidos na empreitada não tem qualquer relação direta com ações voltadas à proteção ambiental. Segundo ele, que atua na engenharia civil, o perfil profissional dos membros do grupo, formado por três mulheres e três homens, é bastante diverso: arquiteto, diretora de cinema, cantora, terapeuta holística e um executivo de banco. “Sempre tive uma relação muito próxima com a Chapada dos Veadeiros e com o município de Cavalcante. Inicialmente, queria um terreno que fosse à beira de rio, com o objetivo de desfrutar mesmo. Algo que encontrei em 2017, nessa localidade por onde corre o Rio das Almas, que vem desde o Parque Nacional até o território Kalunga. E esse foi um diferencial importante, estar próximo desse patrimônio cultural quilombola tão marcante para a região”, explica Rosalino, que é morador de Brasília. Esse é um ponto importante de sinergia com o COPAÍBAS, que tem duas importantes iniciativas socioambientais dentro do território Kalunga. Uma, realizada junto à Rede Sementes do Cerrado, fortalece e aprimora a base de coletas de semente na comunidade Ribeirão; e outra, ligada à Associação do Quilombo Kalunga (AQK), financia a construção de um armazém para a venda do coco do babaçu, que também abrigará uma casa de memória e cultura da população local.

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Postado dia 29 fevereiro 2024

Fixar o jovem no campo: missão de Dona Miguelina ganha força com apoio do COPAÍBAS

A ancestralidade de Miguelina Martinha Sampaio, 60 anos, carrega uma energia de muita esperança no futuro. Ainda criança, quando viu a família ser expulsa de suas terras, na comunidade dos Batatais (MT), localizada na Chapada dos Guimarães, prometeu ao avô, indígena de origem Bororo, que estudaria Direito para lutar pelo território de seus antepassados. “A mãe terra clama por nós. Nossos ancestrais estão enterrados ali. A comunidade de Batatais foi fundada pela sogra do meu avô, Maria Rosa, uma mulher muito forte que se negou a sair daquelas terras. Ali, colhíamos sementes do Cerrado, como coroinha, pequi e cascudo para comer”, diz Miguelina. Anos depois, passou a participar de grupos da Pastoral da Juventude e das Comunidades Eclesiásticas de Base, ligadas à Igreja Católica. Foi quando trocou o Direito pelo Magistério e se aproximou de projetos voltados à economia solidária. Naquele período, ela ajudou a produzir uma cartilha sobre o Cerrado e a criar o grupo Jovens Vivendo no Campo. “O objetivo era fortalecer o trabalho na terra. A partir de 1999, começamos a fazer o trabalho extrativista com o baru, a farinha de banana verde, bocaiuva, jatobá e plantas medicinais. Fazíamos tudo em sistema de mutirão, o que garantiu o autossustento da comunidade. O excedente era vendido para a criação de um Fundo Rotativo Solidário, que permitia a compra de comida, remédios, combustível e outras necessidades”, conta. Segundo Miguelina, a chegada do Programa COPAÍBAS com o projeto Jovens Cuidando do Cerrado e Resgatando a Vida ajudou a dar um salto de qualidade importante em todo o processo. “Passamos a contar com uma base mais sólida e isso trouxe muita esperança. E o efeito desse esforço foi bastante positivo em toda a região. Outras comunidades estão entrando em contato conosco buscando informações, querendo entender como podem se organizar e obter os mesmos resultados que estamos conquistando. Estamos sendo convidados a coletar baru em outras terras”, comemora ela. O trabalho desenvolvido junto ao coletivo Jovens Vivendo no Campo, iniciativa que envolve 27 pessoas, entre mulheres e homens, e visa a fixação no território das comunidades rurais tradicionais, ganhou em escala e estrutura. O projeto engloba a consolidação e ampliação das atividades agroextrativistas, gerando renda e preservação da biodiversidade local. “Mostramos, dessa forma, principalmente aos jovens, que temos como viver em nossa própria terra com dignidade. Não podemos abrir mão dessa riqueza e do nosso modo de vida. Os jovens estão se conscientizando disso. O COPAÍBAS tem ajudado muito nessa ação de valorizar os produtos extrativistas e os conhecimentos tradicionais, além de acompanhar as atividades de coleta, incluindo levantamento de custos, estudos de viabilidade econômica e construção de plano de ação para a potencializar a nossa atividade”, finaliza Dona Miguelina.

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Postado dia 29 fevereiro 2024

Chegada de internet e drones na Terra Indígena Arara beneficia comunicação e vigilância territorial

O Programa COPAÍBAS vem executando, em parceria com a Ugorogmo (Associação do Povo Indígena Arara), um projeto de proteção e vigilância territorial que conta com a instalação de kits de internet para as sete aldeias que fazem parte daquela localidade, na área rural de Altamira (PA): Laranjal, Magarapi-Eby, Arombi, Ieury, Tagagem, Aradó e Auri. A iniciativa, que beneficia 350 indígenas, incluiu ainda a compra de sete drones, que auxiliam no monitoramento de toda a extensão da Terra Indígena (TI), principalmente nas áreas de difícil acesso. Para Joyce Barbosa, que gerencia o componente indígena do COPAÍBAS, o formato participativo do projeto tem facilitado sua aplicação em campo. “Essa é uma iniciativa pensada, planejada e executada pela própria comunidade local e esse é seu diferencial inovador. Buscamos dar o apoio necessário, em termos estruturais, logísticos e de capacitação, num processo que exige conhecimento daquela realidade específica e de sua dimensão local, mas que respeita e incentiva a autonomia dos povos indígenas”, explica. Uma das lideranças da aldeia Laranjal, Mouridem Arara, destaca a importância da capacitação dos indígenas na operação dos equipamentos tecnológicos. Para ele, que se capacitou como piloto de drone, é necessário que todos na aldeia possam se aprofundar mais no uso dessas ferramentas. “Conhecemos bem o nosso território, mas existem locais que ficam num limite que não conseguimos alcançar. Com o drone, temos como sobrevoar a nossa terra e observar o que está acontecendo nos pontos mais afastados”, diz Mouriden. “Além disso, a chegada da internet facilita nosso acesso a informações que podem nos ajudar em nossa luta, nos dá a possibilidade de pesquisarmos e entendermos mais sobre as leis do país”, completa o líder. A primeira fase de treinamento foi realizada em dezembro de 2023 e reuniu 35 pessoas, majoritariamente os jovens. A próxima etapa acontecerá entre março e abril deste ano. Antes da implementação do projeto, apenas a aldeia-mãe (Laranjal) contava com internet. A instalação nas demais comunidades facilitou a comunicação entre os polos, o contato com as instituições que se dedicam à proteção das terras indígenas, além do planejamento organizacional e de infraestrutura de todo aquele território. Também foram impactadas de forma positiva as quatro escolas da região e a estrutura do serviço de atendimento à saúde indígena.

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