RELATÓRIO ANUAL

Conheça nossos principais resultados em 2023

FLORESTA VIVA

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FUNDO DA AMAZÔNIA ORIENTAL

Iniciativa inovadora para uma economia sustentável e de baixo carbono

AMAZÔNIA VIVA

Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

PESQUISA MARINHA E PESQUEIRA

Conheça a iniciativa de apoio à Pesquisa Marinha e Pesqueira no Rio de Janeiro

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta celebra 20 anos

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Postado dia 7 junho 2024

Bolsas FUNBIO promove debate sobre incentivo à pesquisa em Brasília

A ciência valorizada e apoiada. Esse foi o sentimento compartilhado por cinco pesquisadores do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro que trocaram experiências e dificuldades sobre seus trabalhos nesta sexta-feira, 7 de junho, com a Secretária-geral do FUNBIO, Rosa Lemos de Sá e a bióloga e escrito, Nurit Bensusa, no escritório da organização, em Brasília. “Essa é a primeira vez que me senti valorizado como pesquisador. A gente passa por muito perrengue para fazer a pesquisa e no campo. Nos convidar para estar aqui foi muito importante para mim”, disse Filipe Guimarães Lima doutorando em Ecologia e Evolução (EcoEvol) pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e contemplado com a bolsa de pesquisa em 2023. Entre os estudos compartilhados, o de Filipe que por meio de um corredor ecológico em duas Unidades de Conservação na região sul de Goiás vai possibilitar a investigação dos efeitos do fogo e uso espaço-temporal da área pela comunidade de mamíferos. Outros projetos abordam temas como tepuis – montanhas amazônicas, o muriqui-do-norte – maior primata das Américas, o mercúrio no Rio Araguaia, considerado o principal sistema fluvial do Centro-Oeste e os morcegos do Cerrado, do bolsista Igor Daniel Bueno. “[o período de pesquisa] é um crescimento gigantesco, não só pessoal, como também para acrescentarmos um tijolinho a mais para ciência. Trabalhar com os morcegos é incrível, porque é um grupo superbiodiverso e quero trabalhar com isso para sempre”, disse Igor ao final do encontro. Rafael Barbosa-Silva é doutorando em Botânica Tropical com foco em filogenômica e sistemática do Museu Paraense Emílio Goeldi e bolsista da edição de 2021. Ele conectou a tarde que viveu no FUNBIO com suas idas a campo para estudar tepuis, famosas montanhas que se elevam à Floresta Amazônica. “Foi muito inspiradora essa tarde aqui no FUNBIO. E conhecer outros colegas também bolsistas para continuarmos o contato daqui para frente. E, no meu caso, realizar um campo num tepui faz a gente refletir o quão pequeno somos e toda a realidade socioambiental que temos no Brasil. Lá também me inspiro e me enriqueço com o contato que tenho com comunidades indígenas e quilombolas”, disse Rafael. Na Mata Atlântica, a paixão pelo muriqui-do-norte, Amanda Ximenes herdou de muitas idas a campo com seu pai. Hoje ela é doutoranda do programa de pós-graduação em Genética e Biologia Molecular da Universidade Federal de Goiás e bolsista contemplada em 2021. “É uma sensação muito especial [fazer essa pesquisa]. Desde criança cresci acompanhando meu pai em idas a campo, trabalhando e vendo essa espécie. E fui muito influenciada por isso e estou seguindo os mesmos passos do meu pai. E toda vez que tenho contato com os muriquis é muito emocionante”, disse ela. Também bolsista contemplado na edição de 2021, Lucas é doutorando em Ecologia pela Universidade de Brasília.  No Cerrado, o desmatamento e a conversão de áreas nativas pela agricultura e pecuária, por exemplo, podem resultar na maior emissão de Mercúrio (Hg) para a atmosfera, assim como na intensificação do seu transporte para os corpos d’água, como o Rio Araguaia considerado o principal sistema fluvial do Centro-Oeste, compreendendo os biomas Pantanal, Cerrado e Amazônia. Em sua pesquisa, Lucas analisa as concentrações de Hg em organismos aquáticos (fitoplâncton, zooplâncton, perifíton, macrófitas, macroinvertebrados e peixes) e terrestres (artrópodes), bem como em compartimentos abióticos (água, sedimento, solo e serapilheira), de lagos e ambientes terrestres adjacentes situados na planície de inundação do rio Araguaia. “A gente fez uma avaliação em larga escala no Rio Araguaia com o apoio do Bolsas FUNBIO. Foi um pontapé para estudarmos a influência do mercúrio nesse rio e agora vamos refinar esses dados para termos mais medidas protetivas contra o mercúrio no Araguaia”, explica ele. O primeiro encontro entre bolsistas contemplados pelo programa foi realizado em julho de 2023, na sede do FUNBIO, no Rio de Janeiro. O evento reuniu 12 mestrandos e doutorandos apoiados em diferentes edições do programa. Além deles, a conversa contou com a participação da secretária-geral do FUNBIO, Rosa Lemos de Sá, além da jornalista Ana Lúcia Azevedo, de O Globo, e da influenciadora socioambiental Laila Zaid.

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Postado dia 6 junho 2024

Trilha inclusiva na Flona Araripe-Apodi é inaugurada com apoio do GEF Terrestre

Um projeto ambiental pode ir além da restauração ecológica e da conservação da biodiversidade. Na Floresta Nacional (Flona) Araripe-Apodi, localizada no Ceará, no bioma Caatinga, o GEF Terrestre destinou recursos para a implementação de um trecho da Trilha do Belmonte. O diferencial é que ela também é inclusiva e pode ser visitada por pessoas de todas as idades. A inauguração foi no dia 1º de junho, não sem motivo, esse mês é de reflexão sobre a importância da natureza para a humanidade, por conta do dia 5 ser celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. “Estamos com o apoio do GEF Terrestre transformando a Trilha do Belmonte em um espaço acessível para todas as pessoas, de todas as idades. O projeto foi muito importante para a execução dessa para a melhoria da visitação da unidade. E a gente pôde focar nas pessoas com deficiência”, diz Carlos Augusto Pinheiro, chefe do Núcleo de Gestão Integrada do Araripe, do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) na região. A Flona do Araripe-Apodi foi a primeira Floresta Nacional criada no Brasil, em 1946. E Carlos explica, que a nova trilha vai proporcionar uma experiência com a Caatinga para qualquer pessoa. “A gente não está só focado na acessibilidade de um cadeirante. A trilha é para todos os tipos de Pessoas com Deficiência (PcD). Há placas sinalizadas em braille e com sinalização auditiva. Além de ter um app chamado Ecomaps, no qual o visitante vai poder fazer a leitura do QR Code que direcionará para outras informações do que se vê ao longo da trilha”, explica Carlos. Do portal que inicia o trajeto até o Mirante do Belmonte são 152 metros. Do alto o visitante poderá ver parte do município do Crato e da região do Cariri, que reúne beleza naturais e que faz divisa com três estados, Piauí, Pernambuco e Paraíba. “A trilha do Belmonte remete à criação da Flona. Mas esse trecho acessível que fizemos a obra é mais recente, tem 4 anos que foi aberto ao público. Estamos trabalhando para que a UC seja inclusiva, temos que pensar em todos os públicos, que vão desde a criança até o deficiente visual. É nessa pegada que a gente está motivado a melhorar essa trilha para dar esse caráter inclusivo para todos”, diz ele.

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Postado dia 5 junho 2024

7ª edição do Programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro abre inscrições dia 5 de junho e destinará até R$ 1 milhão a pesquisas

A partir de  hoje, 5 de junho, estarão abertas as inscrições da 7ª edição do Programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro. A data não poderia ser mais especial e simbólica, além do Dia Mundial do Meio Ambiente, também se comemora mais um aniversário do FUNBIO, que completa 28 anos aportando recursos para a conservação da biodiversidade brasileira. O recurso destinado para as pesquisas de campo de doutorandos e mestrandos em todo país, será de até R$ 1 milhão e para pesquisadores que atuam com estudos em todos os biomas brasileiros.  A iniciativa tem como parceiro, desde 2023, o Fonseca Leadership Program (Programa Fonseca de Liderança, em tradução livre), criado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês). Uma homenagem ao biólogo que, à frente da direção de programas da instituição, viabilizou algumas das mais importantes iniciativas de conservação ambiental do planeta. Gustavo faleceu precocemente em 2022, e o novo programa dá continuidade à sua visão de apoio ao conhecimento e à formação de futuros líderes Criado em 2018, o Programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro já apoiou 186 bolsistas, sendo as mulheres a maior porcentagem deles - 104 mulheres e 82 homens. Viviane Caetano, Doutoranda pela Universidade Federal do Pará (UFPA), faz parte desse grupo feminino que cresce e a cada dia ganha destaque na pesquisa científica. O estudo de Viviane aborda com ineditismo duas ameaças invisíveis à biodiversidade e preencherá uma lacuna em relação ao conhecimento que se tem sobre elas e a Amazônia: a combinação de microplásticos com mudanças climáticas. A bióloga faz o monitoramento de insetos aquáticos que se alimentam de folhas em decomposição e também acumulam o poluente que pode chegar à mesa das pessoas por meio de peixes que se alimentam desses insetos. E até o momento não havia estudos sobre esses insetos e os efeitos do clima e da poluição nos riachos da Amazônia. “Sem o apoio do Bolsas FUNBIO seria praticamente impossível fazer a pesquisa. Graças ao programa, foi possível custear as expedições de campo para coletar os insetos, além de comprar equipamentos e insumos para a pesquisa", disse ela. Para Rosa Lemos de Sá, Secretária-Geral do FUNBIO, a iniciativa representa um estímulo à pesquisa científica nacional, além da criação de redes de conhecimento e de uma nova geração de líderes: “O Programa foi criado para apoiar jovens cientistas brasileiros numa etapa central na transformação de propostas em conhecimento aplicável à conservação ambiental. Aqui, os protagonistas são os mestrandos e doutorandos, parte da nova geração de futuros líderes que contribuirá para  um futuro mais equilibrado. A parceria com o GEF, um dos mais importantes apoiadores de projetos de conservação no planeta, é central para estender o alcance do programa”, diz Rosa Lemos de Sá, Secretária-geral do FUNBIO. Parte do objetivo do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro é apoiar estes cientistas, muitos deles no começo de suas carreiras, para que consigam ir a campo, aprofundar suas pesquisas, fazer conexões e ampliar o alcance do seu trabalho. Saiba como se inscrever  O processo seletivo é composto por três etapas (consecutivas e eliminatórias): inscrição e enquadramento; análise do projeto; cartas de recomendação e demonstração de interesse e classificação final das melhores propostas. Os trabalhos devem estar relacionados a um dos seguintes eixos temáticos: Conservação, manejo e uso sustentável de fauna e flora Recuperação de paisagens e áreas degradadas Gestão territorial para proteção de biodiversidade Mudanças climáticas e conservação da biodiversidade O candidato deverá realizar a inscrição no formulário on-line do programa  ou pelo Portal de Chamadas do FUNBIO. A data final para inscrição será até dia 31/07/2024, até as 23h59 - horário de Brasília. O resultado do processo seletivo será divulgado até 13/12/2024 pelo site e mídias sociais do FUNBIO. FUNBIO - O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) é um mecanismo financeiro nacional privado, sem fins lucrativos. Ao longo dos 28 anos que celebra em 2024, a organização trabalha em parceria com os setores governamental, empresarial e a sociedade civil para que recursos estratégicos e financeiros sejam destinados a iniciativas efetivas de conservação da biodiversidade. Foram mais de 500 projetos que beneficiaram número superior a 400 instituições em todo o país, desde sua criação em 1996. Saiba mais em www.funbio.org.br.  GEF – O Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) é uma família de fundos multilaterais dedicados a enfrentar a perda de biodiversidade, as mudanças climáticas e a poluição, e apoiar a saúde da terra e dos oceanos. Os financiamentos permitem que países em desenvolvimento enfrentem desafios complexos e trabalhem para alcançar objetivos ambientais internacionais. A parceria inclui 186 governos membros, além da sociedade civil, povos indígenas, mulheres e jovens, com foco na integração e inclusão. Nas últimas três décadas, o GEF forneceu quase US$ 25 bilhões em financiamento e mobilizou outros US$ 138 bilhões para projetos prioritários definidos pelos próprios países. A família de fundos inclui o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Fundo do Quadro Global para a Biodiversidade (GBFF), o Fundo para os Países Menos Desenvolvidos (LDCF), o Fundo Especial para as Alterações Climáticas (SCCF), o Fundo de Implementação do Protocolo de Nagoia (NPIF) e o Fundo da Iniciativa de Capacitação para a Transparência (CBIT).

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