Mecanismo indígena Vítuke

Recursos diretos para os indígenas de todos os biomas brasileiros.

Floresta Viva

Restauração ecológica dos biomas brasileiros com recursos do Fundo Socioambiental do BNDES e de instituições apoiadoras

FINACLIMA-SP

Mecanismo que viabiliza aportes de recursos privados, para ampliar e qualificar o financiamento climático no território paulista

AMAZÔNIA VIVA

Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva fortalece organizações, negócios e a cadeias da sociobiodiversidade

Fundo Kayapó

Mecanismo indígena que tem como missão apoiar o povo indígena Mebêngôkre-Kayapó

ARPA

O maior programa de conservação de florestas tropicais do planeta

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Postado dia 16 abril 2026

Floresta Viva: BNDES, Porto Piauí e Axia Energia oferecem R$ 78 mi para restauração ecológica na Bacia do Rio Parnaíba, no Piauí

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Porto Piauí e a Axia Energia lançam nesta quarta-feira, 15, o edital Bacia do Rio Parnaíba para selecionar projetos de restauração ecológica e revitalização dos recursos hídricos na Bacia do Rio Parnaíba, no Piauí. A ação faz parte da iniciativa Floresta Viva, que apoia projetos de restauração ecológica em diversos biomas do país, incluindo Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Amazônia, Manguezais ePantanal. O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), selecionado por meio de chamada pública, é o gestor operacional da iniciativa. O evento também contou com a participação do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes. O edital Floresta Viva – Bacia do Rio Parnaíba integra o Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, no âmbito do Novo PAC, e prevê a seleção de projetos de restauração ecológica, fortalecimento da cadeia produtiva da restauração, geração de emprego e renda, além da melhoria da disponibilidade hídrica na região. Trata-se de ação que é parte do Projeto de Revitalização Ampla do Rio Parnaíba, aprovado pelos Comitês Gestores dos Programas de Revitalização, colegiados que são presididos pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional que tem a missão de gerir parte dos recursos da desestatização da Eletrobras que serão investidos em projetos de revitalização dos recursos hídricos. Serão escolhidos até 30 projetos no valor total de R$ 78 milhões, na região da Usina Hidrelétrica de Boa Esperança, no Piauí, com foco em 23 municípios prioritários para restauração. O edital, no modelo de matchfunding, combina recursos do BNDES com recursos do Comitê Gestor da CPR São Francisco e Parnaíba, por meio das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Axia Energia) e da Companhia de Terminais, Portos e Hidrovias do Piauí S.A (Porto Piauí), no âmbito do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas dos Rios São Francisco e Parnaíba, com base na Lei nº 14.182/2021. "Esse é o maior edital do Floresta Viva já lançado. O valor de R$ 78 milhões nós poderemos ter até 30 projetos e mais de 2,3 mil empregos diretos que vão ser fomentados por meio dessa iniciativa, com geração de renda a partir do reflorestamento com mata nativa. O Rio Parnaíba compõe toda a história do estado do Piauí, o que só reforça a importância desse projeto", afirmou a diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce, Maria Fernanda Coelho. "Dentro do projeto de revitalização do Rio Parnaíba, o principal elemento natural que identifica nosso estado, vamos começar pela parte ambiental com o reflorestamento sobretudo das margens do Rio Parnaíba e seu afluentes. Conseguimos em torno de R$ 78 milhões junto ao Comitê de revitalização do rio Sâo Francisco e Parnaíba, e o BNDES com mais R$ 78 milhões, dentro do programa Floresta Viva, que é o maior programa de reflorestamento do Brasil, um marco importante para o Piauí e o Brasil", destacou o governador Rafael Fonteles, que afirmou ainda que o próximo passo serão as obras de dragagem no Rio Parnaíba para retomar o transporte fluvial no estado. "Não tenho dúvida do impacto que esse programa terá com cada recurso aplicado na revitalização do Parnaíba e no final desses investimentos, com o BNDES junto, a gente ver a transformação com ampliação da diversidade de oportunidades que vai da agricultura ao turismo, passando pela  indústria e toda a economia mais diversa que o Piauí tem", disse o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes. Na Bacia do Rio Parnaíba, a degradação de áreas naturais, especialmente das matas ciliares, tem comprometido a qualidade da água, intensificado processos erosivos e reduzido a capacidade de regulação hidrológica. Esse cenário impacta diretamente a segurança hídrica, os serviços ecossistêmicos e a sustentabilidade das atividades produtivas associadas ao rio. “A reconstrução das florestas é uma agenda estratégica para o BNDES, não só pela recuperação ambiental necessária, mas também pela importância econômica de projetos de revitalização ecológica e hídrica no país”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Com o Floresta Viva, avançamos na integração entre preservação ambiental, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida das comunidades locais, gerando renda com sustentabilidade ambiental, como é a orientação do governo do presidente Lula”. Poderão participar da chamada pública instituições sem fins lucrativos – como associações civis, fundações privadas, institutos, fóruns e movimentos – e cooperativas em qualquer grau de constituição (singulares, centrais, federações e confederações), desde que legalmente constituídas há, pelo menos, dois anos. Esse é o segundo edital lançado em parceria entre o BNDES e a Axia Energia  dentro da iniciativa Floresta Viva. O edital Bacia do Rio Parnaíba – Piauí visa promover intervenções integradas que conciliem ganhos ambientais com benefícios sociais e econômicos. “Com iniciativas como essa, a Axia Energia contribui para a recomposição de áreas sensíveis com impacto direto na qualidade da água, na regulação do ciclo hidrológico e na sustentabilidade das atividades econômicas locais, em consonância com os compromissos estabelecidos no contexto da capitalização da companhia”, destaca o diretor de Relações Institucionais da Axia Energia, Bruno Eustáquio Carvalho. Desde que se tornou uma empresa privada, a Axia Energia passou a cumprir compromissos assumidos em sua capitalização, entre eles o repasse anual de recursos para programas de desenvolvimento regional e revitalização hidroambiental. O Governo Federal seleciona as ações que serão apoiadas e o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) coordena a implementação. São investimentos do Eixo Água Para Todos do Novo PAC. A ação representa uma resposta social à capitalização da empresa, alinhando desenvolvimento regional e sustentabilidade. Porto Piauí – A Companhia de Terminais, Portos e Hidrovias do Piauí S.A. é uma sociedade de economia mista vinculada ao Governo do Estado do Piauí, com sede em Luís Correia, criada para planejar, implantar, administrar e desenvolver a infraestrutura portuária, hidroviária e logística do estado. Sua atuação está orientada para a promoção do desenvolvimento regional sustentável, com foco na estruturação de soluções logísticas que ampliem a competitividade econômica do Piauí, integrem os territórios produtivos e fortaleçam a agenda de sustentabilidade ambiental e social. No âmbito do edital Floresta Viva – Bacia do Rio Parnaíba, a Porto Piauí participa como parceira institucional e supervisora técnica, ao lado do BNDES e da Axia Energia, contribuindo para ações de restauração ecológica e revitalização da Hidrovia do Rio Parnaíba, em alinhamento com sua missão de conciliar desenvolvimento logístico, proteção ambiental e geração de benefícios duradouros para as comunidades locais. Axia Energia – Com 81 usinas, sendo 47 hídricas, 33 eólicas e uma solar, a Axia Energia é a maior empresa de energia 100% renovável do Hemisfério Sul. Responsável por 17% da capacidade de geração nacional e 37% do total de linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN), a companhia  cumpre uma série de compromissos assumidos em sua capitalização, entre eles o repasse anual de recursos para programas de desenvolvimento regional e revitalização ambiental, previstos em lei, alinhando desenvolvimento regional e sustentabilidade. Floresta Viva – O Floresta Viva surgiu com o objetivo de firmar parcerias para apoiar projetos de restauração ecológica nos diversos biomas brasileiros, com espécies nativas e sistemas agroflorestais (SAFs). Até o momento, já foram mobilizados cerca de R$ 470 milhões, sendo metade dos recursos provenientes do Fundo Socioambiental do BNDES. O restante envolve o aporte de recursos de parceiros públicos e privados e do Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW - Kreditanstalt für Wiederaufbau). O Floresta Viva rendeu ao BNDES o Prêmio Alide 2024, reconhecimento internacional concedido pela Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (Alide). O programa foi considerado inovador pelo modelo, com parceiro gestor operacional, que dá velocidade e escala aos resultados, ao mesmo tempo que agrega vários atores diferentes, com empresas privadas e públicas, multinacional, governos e um banco público de desenvolvimento. FUNBIO – O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade é um mecanismo financeiro nacional privado, sem fins lucrativos, que trabalha em parceria com os setores governamental, empresarial e a sociedade civil para que recursos estratégicos e financeiros sejam destinados a iniciativas efetivas de conservação da biodiversidade. Desde o início das atividades, em 1996 o Funbio já apoiou mais de 700 projetos que beneficiaram número superior a 400 instituições em todo o país. Entre as principais atividades realizadas estão a gestão financeira de projetos, o desenho de mecanismos financeiros e estudos de novas fontes de recursos para a conservação e restauração, além de compras e contratações de bens e serviços. É a única instituição da sociedade civil no Hemisfério Sul acreditada tanto como agência implementadora do GEF, o Fundo Global para o Meio Ambiente, quanto do GCF, Fundo Global para o Clima. Selecionado por meio de uma chamada pública, o FUNBIO atua como parceiro gestor da primeira fase do Floresta Viva. Desde 2021, outros 15 editais já foram publicados: Pantanal, Águas do Parnaíba e Águas do Beberibe, lançados durante a COP30, no ano passado, além dos editais Manguezais do Brasil, Amazonas, Bacia do Rio Xingu, Corredores de Biodiversidade, Conectando Paisagens, Sudeste do Paraná, Caatinga Viva, Florestas do Rio, Conectando Paisagens 2, Bacia do Rio Xingu 2, Florestas do Rio 2 e Terras Indígenas. Texto: Agência BNDES

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Postado dia 9 abril 2026

Países doadores comprometem-se com US$ 3,9 bilhões ao Fundo Global para o Meio Ambiente em apoio a uma ambiciosa nona reposição de recursos

No Brasil, FUNBIO é uma das agências responsáveis pela gestão e execução de recursos que financiam algumas das maiores iniciativas ambientais do mundo.  Países doadores comprometerem-se com um montante inicial de USD 3,9 bilhões (R$ 19,9 bilhões) ao Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) em seu nono ciclo de reposição de recursos, em uma demonstração contundente de compromisso com o cumprimento das metas ambientais internacionais por meio da cooperação multilateral.  O financiamento permitirá ao GEF ampliar investimentos em desenvolvimento positivo para a natureza, ajudando países em desenvolvimento a enfrentar suas prioridades mais urgentes e gerar benefícios ambientais globais que favorecem tanto as pessoas quanto os ecossistemas.  Espera-se que novos compromissos sejam anunciados em apoio a um pacote robusto e ambicioso de financiamento de quatro anos durante a reunião do Conselho do GEF no final de maio, quando o pacote final de reposição será aprovado.  “Essa reposição envia uma mensagem clara: o mundo não está desistindo da natureza, mesmo em um contexto de prioridades concorrentes. Nossos países doadores responderam ao desafio e assumiram compromissos ousados em direção a um futuro mais positivo para o planeta. Os próximos quatro anos do ciclo GEF-9 refletirão esse impulso de alta ambição para alcançar as metas ambientais de 2030”, afirmou Claude Gascon, CEO interino e presidente do GEF.  “Gostaria especialmente de agradecer aos nossos doadores por apoiarem os acordos ambientais multilaterais como importantes instrumentos de cooperação internacional no que diz respeito à saúde do planeta, e por seu investimento ambicioso no GEF como uma organização que desempenha um papel único ao reunir países e apoiar resultados duradouros”, acrescentou Gascon.  O ciclo de investimentos GEF-9 cobrirá o período de julho de 2026 a junho de 2030. O GEF atua como mecanismo financeiro de seis convenções ambientais internacionais: Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Convenção de Minamata sobre Mercúrio e o Acordo sobre Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (Acordo BBNJ).  “A Alemanha tem orgulho de continuar seu forte apoio ao GEF. Estamos convencidos de que precisamos mais do que nunca da cooperação multilateral para proteger nosso planeta para as futuras gerações. A ação ambiental e o desenvolvimento sustentável devem caminhar juntos. No GEF-9, vemos as prioridades da Alemanha muito bem refletidas: financiamento inovador para a natureza e as pessoas, melhor cooperação com o setor privado e recursos estáveis para os países mais vulneráveis”, afirmou Niels Annen, secretário de Estado do Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha.  “Como Alemanha, temos orgulho de fazer nossa parte e garantir que o GEF tenha os recursos essenciais necessários para implementar essas prioridades até 2030 — em um esforço conjunto com outros países contribuintes do Norte e do Sul Global. Juntos, estamos investindo no meio ambiente global e em um mundo justo e sustentável para todos”, acrescentou Annen.  A reposição ocorre em um momento crucial. Avaliações globais mostram declínios rápidos e alarmantes na biodiversidade e nos ecossistemas, com o planeta se aproximando de pontos críticos de ruptura. Os novos recursos apoiarão países em desenvolvimento — os mais vulneráveis à degradação ambiental — na integração do valor da natureza em seus planos nacionais de desenvolvimento, orçamentos e economias, além de mobilizar financiamento privado para reduzir a persistente lacuna de financiamento ambiental.  “O anúncio do GEF, o Fundo Global para o Meio Ambiente, de USD 3,9 bilhões para projetos ambientais nos próximos quatro anos é uma excelente notícia para todos os que dedicam suas vidas à conservação e ao desenvolvimento sustentável. Recursos do GEF apoiam algumas das maiores e mais bem-sucedidas iniciativas ambientais no planeta, entre elas o ARPA. O Programa Áreas Protegidas da Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente, com gestão do FUNBIO, tem o GEF como um dos doadores, e hoje protege uma área equivalente a duas vezes à do estado de São Paulo. Felicitamos o GEF e os países doadores por essa valiosa mobilização e comprometimento”, diz Rosa Lemos de Sá, secretária-geral do FUNBIO.  Quatro prioridades principais definirão a ambição e a abordagem do GEF nos próximos quatro anos:  Integração e Programas Integrados:Os programas integrados do GEF-9 apoiarão países na transformação de cinco sistemas-chave — natureza, alimentação, urbano, energia e saúde — de modelos que promovem a degradação para alternativas que protegem o planeta e apoiam o bem-estar humano, integrando o valor da natureza nos sistemas de produção e consumo.  Financiamento Combinado (BlendedFinance): O GEF-9 contará com um programa global ampliado de financiamento combinado e buscará incorporar esse modelo em todo o fundo fiduciário do GEF, com a ambiciosa meta de destinar 25% de seus recursos à mobilização de capital privado.  Abordagens de Governo Integral e Sociedade Integral:O GEF-9 promoverá uma governança positiva para a natureza, incentivando a transição de políticas com impacto negativo para um modelo que beneficie a natureza, ao mesmo tempo em que engaja organizações da sociedade civil, setor privado, jovens e mulheres como parceiros na implementação das iniciativas.  Financiamento robusto paraPMDs e PEIDs e aumento significativo do apoio a povos indígenas e comunidades locais: O GEF-9 tem como meta destinar 35% de seus recursos aos Países Menos Desenvolvidos (PMDs) e aos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEIDs), além de 20% para apoiar povos indígenas e comunidades locais.  “As crises ambientais que enfrentamos estão se acelerando. O GEF-9 é um voto de confiança em uma instituição que tem consistentemente apresentado resultados em larga escala. Essa reposição aumentará o foco do GEF em impacto, promoverá maior eficiência e mobilizará financiamento privado junto ao investimento público. Também fortalecerá o apoio a PEIDs e PMDs e reconhecerá a importância de apoiar povos indígenas e comunidades locais. Em um mundo onde cada dólar precisa fazer diferença, o GEF continua demonstrando que vale o investimento”, afirmou Richard Bontjer, copresidente do Conselho do GEF.  “A Espanha expressa seu apoio ao resultado das negociações sobre a nona reposição do GEF. Nosso objetivo é manter a consistência com o papel que a Espanha historicamente desempenha nas questões ambientais internacionais e cumprir o compromisso do país com um multilateralismo eficaz”, afirmou Inés Carpio San Román, diretora-geral de Finanças Internacionais do Ministério da Economia, Comércio e Empresa da Espanha.  “O México acolhe a visão ambiciosa do GEF-9 e reafirma seu compromisso em apoiar soluções impactantes lideradas pelos países que enfrentam desafios ambientais globais e protegem a natureza e as pessoas”, afirmou o Ministério das Finanças do México.  “A Rede de Organizações da Sociedade Civil do GEF acolhe a reposição do GEF-9 e seu compromisso com o fortalecimento de uma abordagem de toda a sociedade. Valorizamos especialmente a meta de destinar 20% dos recursos para apoiar povos indígenas e comunidades locais, juntamente com a ampliação do engajamento com a sociedade civil, mulheres e jovens”, afirmou Faizal Parish, presidente da rede.  “O GEF está fortalecendo a confiança e parcerias significativas com povos indígenas e comunidades locais, aprimorando a forma como o financiamento é estruturado e entregue, de modo que esses grupos sejam colocados no centro da tomada de decisão”, afirmou Aliou Mustafa, do Grupo Consultivo de Povos Indígenas do GEF.  A 71ª reunião do Conselho do GEF será realizada em Samarcanda, Uzbequistão, de 31 de maio a 3 de junho de 2026. O encontro ocorrerá antes da oitava Assembleia do GEF, quando os compromissos individuais dos países serão anunciados publicamente.  Agência GEF:   O Global Environment Facility (GEF), em português Fundo Global para o Meio Ambiente, é um dos maiores financiadores de projetos ambientais no mundo. A iniciativa de cooperação internacional reúne hoje 183 países e trabalha com instituições internacionais, organizações da sociedade civil e o setor privado. O GEF foi estabelecido em 1991 como um programa piloto de USD 1 bilhão do Banco Mundial para apoiar a proteção do meio ambiente global e promover o desenvolvimento sustentável. Desde o seu início, já destinou mais de USD 26 bilhões para mais de 1.700 projetos em 149 países, incluindo o Brasil.  Desde 2015, o FUNBIO é a agência GEF no país, e a primeira agência nacional na América Latina, responsável pela gestão financeira de inúmeras iniciativas, e parceiro executor de outras – entre elas o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA). 

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Postado dia 31 março 2026

Caatinga ganha cinco novas Unidades de Conservação com o apoio do GEF Terrestre

O ano de 2026 começou com boas notícias para a conservação da Caatinga no Ceará: cinco novas áreas de proteção ambiental foram criadas no norte e noroeste do estado com o apoio decisivo do GEF Terrestre. Elas somam cerca de 79 mil hectares e ajudarão a resguardar as riquezas da flora e da fauna deste bioma.  Foram criadas a Área de Proteção Ambiental (APA) Serras de Irauçuba, em Irauçuba; o Monumento Natural Furna dos Ossos, em Tejuçuoca; a APA Serras da Caatinga, em Canindé, Itatira e Santa Quitéria; a Área de Relevante Interesse Ecológico Pontal da Serra da Ibiapaba, em Graça, Pacujá e Reriutaba; e o Refúgio de Vida Silvestre Picos da Caatinga, em Canindé e Itatira.  “O apoio do GEF Terrestre nos trouxe ganhos muito significativos”, celebra Andrea Moreira, técnica da Coordenadoria de Biodiversidade da SEMA/CE. “Conseguimos criar essas áreas em regiões nas quais não tínhamos UCs. Foi muito simbólico termos essa conquista no momento em que o Sistema Estadual de Unidades de Conservação do estado completou 14 anos”, comemora. Com essas novas áreas, o Ceará atingiu a marca de 44 UCs e cerca de 270 mil hectares.  O processo de criação das Unidades de Conservação (UCs), iniciado em 2012 com o mapeamento das áreas, recebeu impulso definitivo em 2024, quando passou a receber o apoio do GEF Terrestre, que tem entre os seus objetivos a criação de áreas de proteção na Caatinga, no Pampa e no Pantanal. Com o aporte oferecido pelo projeto, a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (SEMA/CE) pôde realizar os estudos e outros procedimentos essenciais para o avanço e conclusão dos trabalhos.  A começar pelos estudos conduzidos durante um ano e meio pela equipe da Associação Caatinga, avaliados a partir do primeiro semestre de 2025 pelo grupo de trabalho técnico formado por membros da SEMA/CE, do Instituto de Pesquisa e Estatística (IPS) e da Universidade Federal do Ceará. Foram realizadas, então, as reuniões de consulta pública nas cidades de Graça, Tejuçuoca e Itatira, que reuniram também a população e representantes legais de outros municípios dessas regiões, como Reriutaba, Irauçuba, Canindé e Santa Quitéria.  Nessas reuniões foram apresentadas as propostas de criação das áreas protegidas à população local, que pôde tirar dúvidas e manifestar seus pontos de vista. Trata-se de um ambiente de escuta ativa e uma etapa desafiadora, conforme explica Andrea: “A gente percebeu que havia um processo de desinformação muito forte, levando a população a rejeitar a criação das UCs com receio de que elas impedissem as atividades de plantio e caça”, explica.  “Foi um processo de muito diálogo para que a gente conseguisse mostrar o valor da conservação e apresentar modelos de desenvolvimento sustentáveis que fizessem sentido para os moradores de cada região. A nossa meta é sempre apresentar uma proposta que tenha o menor impacto possível na vida da população local e, por isso, sempre fazemos ajustes no material do estudo depois dessas reuniões”, conta ela.  Após a aprovação nas reuniões de consulta pública, o decreto oficial de criação das UCs finalmente foi assinado no dia 16 de dezembro pelo Governo do Estado do Ceará. Um presente de natal para os cearenses, diretamente beneficiados pelos serviços ecossistêmicos prestados por essas áreas, que abrigam espécies ameaçadas e raras e estão localizadas em pontos chave para impedir o avanço  da desertificação, processo que ocorre em áreas áridas, semiáridas e subúmidas secas. Os esforços se voltam, agora, para a estruturação dessas cinco UCs. Serão designados gestores para cada uma das novas áreas de proteção, que formarão seus conselhos gestores e, em até cinco anos, deverão apresentar Planos de Manejo que guiarão a sua administração. Vida longa a elas!  O projeto GEF Terrestre é coordenado pelo  Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) sob gestão e execução do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.

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