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Programas da Agência GEF FUNBIO levam sociobiodiversidade e gestão indígena à COP17
Baru Chapada e Ywy Ipuranguete serão apresentados em debates sobre conservação do Cerrado, proteção territorial indígena e geração de renda para comunidades locais.
Dois programas implementados pela Agência GEF FUNBIO com execução do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), serão tema de debates na 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU (COP17), que acontece de 19 a 30 de outubro, na Armênia. Nesta terça, dia 20, o destaque será o Baru Chapada, iniciativa de fortalecimento da sociobiodiversidade como instrumento de conservação do Cerrado e de geração de renda para comunidades locais. Na quarta, 21, será a vez do Ywy Ipuranguete, programa de fomento às ações de proteção, conservação e uso dos recursos ambientais das terras indígenas no Brasil.
Na mesa de terça-feira (20), participam do debate Fablina Tremembé, do Conselho Indígena Tremembé de Itapipoca (CITI), entidade que atua na defesa dos direitos territoriais, culturais e socioambientais; Leosmar Antônio Terena, do Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade (Caianás); e Carlos Kalunga, liderança do maior território quilombola do país. Em pauta, como o fruto nativo do Cerrado utilizado em produtos como óleos, farinhas e doces, pode garantir a segurança alimentar de comunidades tradicionais e auxiliar na conservação do bioma.
O programa Baru do Cerrado fomenta boas práticas agrícolas e o manejo sustentável do superalimento, que vem ganhando mercado mundo afora pelo seu alto valor nutricional. A iniciativa apoia a estruturação da cadeia produtiva da castanha em aproximadamente 374 mil hectares do bioma, nos estados de Goiás e Tocantins.
Na quarta-feira (21), Fablina Tremembé (CITI) e Leosmar Antônio Terena (Caianás) voltam a se encontrar para conversar sobre os Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) e sua importância para o fortalecimento dos povos indígenas. Além de orientar o planejamento e a gestão dos territórios, os PGTAs contribuem para a proteção ambiental, o combate ao desmatamento e o fortalecimento da resiliência climática das comunidades. O Ywy Ipuranguete apoia a elaboração e a implementação desses planos, promovendo a autonomia dos povos indígenas, a valorização dos conhecimentos tradicionais e o desenvolvimento de ações alinhadas às necessidades e prioridades de cada território.
Com recursos oriundos do Fundo do Marco Global para a Biodiversidade (GBFF) e do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), o Ywy Ipuranguete (“Terra bonita” em tupi-guarani) irá beneficiar nove povos indígenas – Pataxó, Pataxó Hã-Hã-Hãe, Tremembé, Kayapó, Munduruku, Terena, Kadiwéu, Guarani-Kaiowá e Pankararu. A iniciativa alcança um território de aproximadamente seis milhões de hectares, distribuídos em cinco biomas brasileiros, contribuindo para o fortalecimento da gestão territorial, a proteção ambiental e a valorização dos modos de vida tradicionais.
Durante o evento, será exibido o vídeo Guardians of the land: indigenous-led conservation in Brazil. Gravado por uma equipe do GEF em uma aldeia Tremembé no Maranhão, o vídeo destaca a importância da iniciativa para o fortalecimento do protagonismo indígena na conservação da biodiversidade e na gestão de seus próprios territórios.
