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Home - Notícias - Ampliações do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica de Taiamã são anunciadas na COP15 da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS)

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GEF TERRESTRE

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01/06/2026

Ampliações do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e da Estação Ecológica de Taiamã são anunciadas na COP15 da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS)

Foto: MMA/Divulgação
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O Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e a Estação Ecológica de Taiamã, Unidades de Conservação mais antigas do bioma, cresceram. No ano em que completam 45 anos de criação, as primeiras UCs do Pantanal tiveram suas áreas significativamente ampliadas visando à proteção de zonas úmidas, cruciais para a resiliência climática. 

A conquista contou com o apoio do GEF Terrestre e foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela então ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em solenidade que antecedeu a abertura da 15ª edição da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, fórum global de debate sobre o tema realizado pela ONU em Campo Grande (MS).

O Decreto 12.886, de 23 de março de 2026, agrega 47.260 hectares (ha) ao Parque Nacional do Pantanal, localizado no município de Poconé (MT). Dessa forma, ele passa a ter 183.098 ha, o que representa um crescimento de 35% de sua área. Já a Estação Ecológica, situada no município de Cáceres (MT), passou a ocupar 68.502 ha, espaço quase seis vezes maior que o original, de 11.554 ha, o que representa um ganho de 493%. O Pantanal tem apenas 5,4% de sua área protegida por Unidades de Conservação, segundo o Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. É o segundo menor percentual entre os seis biomas brasileiros, superando apenas o Pampa.

A ampliação dessas UCs teve apoio do GEF Terrestre, cujos objetivos incluem o fortalecimento do Sistema Nacional de Áreas Protegidas (SNUC) por meio da criação e ampliação de UCs no Pantanal, na Caatinga e no Pampa. O projeto financiou a contratação de bolsistas envolvidos nos estudos necessários para subsidiar a escolha das novas áreas de proteção e forneceu suporte operacional às atividades realizadas no processo, como visitas técnicas e reuniões. 

“A ampliação do Parque Nacional do Pantanal e da Estação Ecológica de Taiamã é muito significativa. O GEF Terrestre tem também uma série de projetos dentro dessas UCs e em seu entorno, de recuperação de vegetação e manejo integrado do fogo, por exemplo. Essa estratégia complementar fortalece a proteção dessas áreas a médio e longo prazos, e contribui para que cheguem a estágios mais avançados de recuperação”, explica o biólogo Rodolfo Marçal, gerente do GEF Terrestre no Funbio.

Paralelamente, ICMBio e GEF Terrestre vêm trabalhando no Projeto Piúva 2, visando à criação de mais Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e UCs públicas no bioma Pantanal, que se somariam às 28 unidades federais e estaduais existentes ali hoje. 

Conexão sem Fronteiras

Outra iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o projeto durante a Conferência foi a montagem do espaço Conexão sem Fronteiras, dedicado ao diálogo sobre conservação ambiental com a sociedade civil. Instalado na Casa do Homem Pantaneiro, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, o Conexão sem Fronteiras ofereceu uma programação gratuita de debates, exposições e sessões de cinema. 

Dela fez parte o painel Manejo Integrado do Fogo e Recuperação de Áreas Degradadas: Estratégias para Conservação de Paisagens e Espécies, tema especialmente relevante para o Pantanal, que sofreu com queimadas e perda de habitats nos últimos anos. Na ocasião, Marçal; o botânico Geraldo Alves Damasceno Júnior, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul; Angélica Guerra, do Instituto Terra Brasilis; e Thiago Belote, do MMA, apresentaram e analisaram ações do GEF Terrestre voltadas para a estruturação de UCs, a recuperação de mais de 200 ha de vegetação nativa no bioma e a prevenção de incêndios via criação e fortalecimento de brigadas locais. Todas elas têm papel fundamental na proteção à fauna, incluídas aí as espécies migratórias.

Entre os pontos centrais do debate estiveram os avanços obtidos pelo projeto no desenvolvimento e consolidação de instituições locais dedicadas à conservação ambiental. “Ficou claro que o GEF Terrestre foi um ponto de inflexão para o amadurecimento das organizações do terceiro setor que trabalham no Pantanal. Hoje, elas estão mais aptas a captar recursos, a geri-los de forma mais eficiente e a dar maior escala aos resultados. O projeto foi bem-sucedido ao articular as vocações e demandas delas com as políticas públicas para o meio ambiente”, avalia Marçal, que abordou a questão em sua fala.

O projeto GEF Terrestre é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês) sob gestão e execução do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.

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Categoria: Não categorizado

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