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Programas do FUNBIO fortalecem resposta ao risco crescente de incêndios
As mudanças climáticas e o El Niño elevaram a níveis inéditos o número de incêndios florestais em 2026. De janeiro a abril desse ano, já foram queimados mais de 150 milhões de hectares em todo o mundo, número que supera recordes históricos e aponta para o risco de uma temporada severa também no Brasil. Diferentes projetos do portfólio FUNBIO articulam soluções e preparam ações para enfrentar os riscos crescentes de fogo nesta temporada.
No Pantanal, o GEF Terrestre viabilizou, em parceria com a ECOA, a implementação de uma estação hidrometereológica no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, patrimônio natural mundial com mais de 135 milhões de hectares. O equipamento passa a registrar em tempo real dados climáticos e fluviais essenciais para a gestão do parque, facilitando o combate aos incêndios e viabilizando uma análise consistente de variáveis climáticas. O programa acaba de abrir também uma chamada de projetos para apoio a brigadas de incêndio na Caatinga, Pampa e Pantanal. Cinco contratos estão em fase de elaboração, com expectativa de desembolso ainda em maio.
No mesmo bioma, o recém-publicado Plano de Manejo Integrado do Fogo no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro (PMIF/PEPRN) reforça a adoção de estratégias inovadoras de prevenção e resposta a incêndios, aliando conhecimento científico e práticas tradicionais. Desenvolvido de forma participativa por um consórcio de instituições (Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal, Wetlands International Brasil, Instituto Terra Brasilis, Imasul, Corpo de Bombeiros do MS, PrevFogo/Ibama e Lasa/UFRJ), a iniciativa apoiada pelo GEF Terrestre fortalece a gestão adaptativa das unidades de conservação, contribuindo para reduzir riscos e aumentar a resiliência do bioma frente aos eventos climáticos extremos.
No Maranhão, o governo do estado lançou o Plano de Manejo Integrado do Fogo do Parque de Mirador, maior unidade de proteção integral do Maranhão e uma das maiores do país no bioma cerrado, com o apoio do programa COPAÍBAS. Construído de forma colaborativa, com a participação de moradores, instituições de pesquisa, sociedade civil, poder público e setor produtivo, o plano reúne informações estratégicas para orientação das ações de prevenção, monitoramento e manejo do fogo, considerando as especificidades da região. A iniciativa contribui para a conservação da biodiversidade e o uso responsável dos recursos
