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Projeto Tradição e futuro: Tecnologia social, participação comunitária e fortalecimento da segurança alimentar
A Aldeia Panambizinho, em Dourados, Mato Grosso do Sul, recebeu em junho uma oficina de produção integrada de alimentos promovida pelo Projeto Tradição e Futuro. A ação junto ao povo Guarani-Kaiowá foi organizada pelo FUNBIO, com o financiamento da Petrobras e parceria da Aty Guasu, principal organização política e movimento social dos povos Guarani e Kaiowá. A atividade contou também com a condução técnica da Embrapa.
A tecnologia utilizada permite a produção integrada de alimentos em pequenos espaços a partir de um tanque de peixes como eixo central. O sistema permite a conexão com outros módulos produtivos, como hortaliças, frutas, aves e pequenos animais, de acordo com a realidade e as prioridades de cada comunidade. O tanque tem capacidade para cerca de 150 tilápias (aproximadamente 30 kg de biomassa) e pode gerar entre 500 e 800 litros de água rica em nutrientes por dia, para uso nas hortas.
A comunidade Guarani-Kaiowá, que mantém uma relação histórica com a pesca, conheceu os princípios da tecnologia e participou diretamente das atividades, desde a preparação e o nivelamento do terreno até as etapas iniciais de construção dos tanques, favorecendo a apropriação do método e a troca entre saberes locais e conhecimentos técnicos.
A iniciativa integra as ações do Projeto Tradição e Futuro voltadas ao fortalecimento das atividades agrícolas tradicionais, da segurança alimentar e da autonomia produtiva das comunidades indígenas. A programação também valorizou os conhecimentos e as práticas culturais Guarani-Kaiowá, com momentos conduzidos pelas rezadoras Ñandesy na abertura e no encerramento da atividade.
A implantação do sistema poderá ampliar a autonomia produtiva da comunidade, garantir uma oferta mais regular e diversificada de alimentos e reduzir parcialmente a dependência de compras e doações.
