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Oficina do GEF Terrestre debate os desafios da criação de UCs com representantes das secretarias de Meio Ambiente de cinco estados
Representantes das secretarias estaduais de Meio Ambiente (SEMAs) da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul, que conduzem processos de criação de Unidades de Conservação (UCs) apoiados pelo Projeto GEF Terrestre, reuniram-se para debater e aperfeiçoar a execução deste trabalho na Caatinga e no Pampa.
Realizado em janeiro, em Brasília, 19 agentes públicos participaram da oficina. No encontro, receberam orientações sobre a elaboração de planejamento ambiental aplicado à criação de UC’s e realização de análises georreferenciadas, assim como diretrizes para realização de consultas públicas – etapa fundamental de diálogo com a população para esclarecimento de dúvidas sobre o processo de homologação das unidades.
O evento foi ministrado pela equipe da Coordenação de Criação de Unidades de Conservação (COCUC) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e também contou com a colaboração de técnicos do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO).
O encontro foi estruturado a partir de uma demanda da SEMA/BA e faz parte da linha de ação do GEF Terrestre que prevê auxílio à criação de Unidades de Conservação. “Nós nos preocupamos em deixar um legado e, por isso, promover essa troca de conhecimentos é importante. Os participantes presentes tendem a compartilhar o conhecimento adquirido nessas ações com suas equipes, ampliando as discussões”, explica Vivian Saddock, integrante da gerência do projeto no FUNBIO.
Sem criar uma Unidade de Conservação desde 2015, o pedido da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia veio da vontade de avançar nessa pauta e fortalecer a proteção da biodiversidade por meio de novas áreas de conservação. “A nossa participação neste evento foi muito produtiva, podemos conhecer ferramentas que estão sendo utilizadas para facilitar o processo de tomada de decisões, além de ter uma intensa troca de experiências com colegas de outros estados,” celebra Poliana Gonçalves Sousa, coordenadora da Diretoria de Políticas de Biodiversidade e Florestas da SEMA/BA.
Rodrigo Faleiro, analista ambiental do ICMBio e um dos palestrantes da COCUC, ressaltou a enorme relevância da realização dessas agendas entre os gestores ambientais federais e estaduais para que entraves à criação de UCs e à conservação ambiental sejam superados. “A criação de uma Unidade de Conservação é uma oportunidade. Porém, também é um desafio para os gestores. Por isso, entender onde queremos chegar e como podemos alcançar nossos objetivos, é imprescindível para pensar uma proposta de UC”, diz.
Já Daniel Castro, também analista ambiental do ICMBio e palestrante na oficina, chamou a atenção para a importância de capacitar os parceiros sobre os procedimentos adotados pelo ICMBio, além da oferta de auxílio técnico, econômico e político para as equipes estaduais. “Essa base sólida fortalece os pilares da sustentabilidade, garantindo que as unidades cumpram seu papel para as gerações atuais e futuras”, concluiu.
O projeto GEF Terrestre é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) sob gestão e execução do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como agência implementadora.
