OS IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM DUAS ESPÉCIES AMEAÇADAS DE SAPINHOS DA MATA ATLÂNTICA

Voltar

OS IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS EM DUAS ESPÉCIES AMEAÇADAS DE SAPINHOS DA MATA ATLÂNTICA

Pesquisa Realizada por: Natália Dallagnol Vargas

Ano: 2020

Linha: Mudanças climáticas e conservação da biodiversidade

Bioma: Mata Atlântica

Já sabemos que as mudanças climáticas representam uma séria ameaça ao meio ambiente, sendo considerada um dos principais fatores que contribuem para a perda de espécies no século atual. Por este motivo, os pesquisadores tem buscado entender as respostas das espécies em relação à variação climática presente e futura, para encontrar a melhor maneira de conservá-las.

Para isso, conhecer as tolerâncias à temperatura das espécies é extremamente importante. Entre os animais, os ectotérmicos são ainda mais afetados pela temperatura e suas mudanças, já que sua temperatura corporal depende bastante da temperatura do ambiente. Os anfíbios, além de serem ectotérmicos, representam o grupo mais ameaçado do mundo, devido às suas características, como a pele permeável e exposta, e um complexo ciclo de vida, no qual, geralmente, as larvas vivem em ambientes aquáticos, enquanto os adultos utilizam ambientes terrestres.

O Brasil é o país com a maior riqueza de anfíbios, e vários são endêmicos da Mata Atlântica. Os pesquisadores acreditam que este bioma sofrerá com as alterações climáticas, afetando as áreas de distribuição de muitas espécies. Dentre os inúmeros anfíbios ameaçados que ocorrem no bioma, estão o sapinho-admirável-de-barrigavermelha (Melanophryniscus admirabilis) e o sapinho-verde-de-barriga-vermelha (M.
cambaraensis).

Ambas espécies possuem distribuições bem restritas no sul do país, são muito vulneráveis e pouco estudadas. Com o intuito de ajudar na conservação e aprender mais sobre estas espécies, este projeto visa compreender suas distribuições geográficas atuais, comparar a tolerância térmica entre a fase larval e adulta, e prever os impactos em relação às futuras mudanças climáticas.

 

Currículo Lattes

Biografia:

Meu nome é Natália Vargas. Sou graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestre em Biologia Animal pela mesma instituição. Trabalho com anfíbios nas áreas de biologia e comportamento animal, conservação, evolução, educação ambiental, ecofisiologia e impactos antropogênicos. Atualmente sou integrante do projeto Gigante dos Pampas e aluna de Doutorado em Biologia Animal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, buscando entender os efeitos das mudanças climáticas em algumas espécies ameaçadas de anuros.

Fotos