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Home - Notícias - Parque Nacional do Superagui inaugura primeira trilha para ciclistas e caminhantes com 15 km e sete pontes suspensas

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23/12/2025

Parque Nacional do Superagui inaugura primeira trilha para ciclistas e caminhantes com 15 km e sete pontes suspensas

Foto: Priscila Forone
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Estrutura inédita de uso público no Parque Nacional do Superagui integra a Travessia do Superagui, conecta comunidades caiçaras e fortalece o turismo de base comunitária no litoral do Paraná

A Trilha do Ararapira foi oficialmente inaugurada no dia 13 de dezembro, na Ilha do Superagui (PR), marcando um novo momento para o uso público no Parque Nacional do Superagui. Com 15 quilômetros de extensão, sete pontes suspensas, uma passarela de 50 metros e sinalização completa, a trilha é o primeiro atrativo estruturado e sinalizado aberto à visitação pública desde a criação do parque, há 36 anos. O percurso integra a chamada Travessia do Superagui, que permite atravessar a ilha de norte a sul (ou vice-versa) por trilhas e trechos de praia deserta, conectando as comunidades de Barra do Ararapira, Ararapira e Barra do Superagui.

A obra foi executada a partir do planejamento técnico do Núcleo de Gestão Integrada Antonina-Guaraqueçaba do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com um investimento de cerca de R$ 2 milhões do Programa Biodiversidade Litoral do Paraná. Um aporte extra de R$ 200 mil está previsto para viabilizar uma ponte adicional que facilitará o acesso ao Camping da Dona Rosa, na Praia Deserta de Superagui.

“A trilha está totalmente estruturada com pontes, passarelas, pontilhões e sinalização no padrão da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso. Ela possibilita ao visitante, tanto ciclista quanto caminhante, percorrer toda a extensão da Travessia do Superagui, que possui 40 quilômetros de extensão, percorrendo a faixa de areia da Praia Deserta e passando pela Trilha do Ararapira, com 15 quilômetros de extensão”, explicou o analista ambiental do ICMBio e gestor do projeto Wagner Cardoso.

Para Camile Lugarini, chefe do NGI Antonina-Guaraqueçaba do ICMBio, o momento representou um marco histórico. “O Parque Nacional do Superagui tem 36 anos e essa é a primeira vez que ele tem uma trilha ordenada e também sinalizada, integrada com as comunidades para que fomente esse turismo de base comunitária. Esse ordenamento do turismo e a implementação dessa trilha só são possíveis por conta do Programa Biodiversidade Litoral do Paraná. Anteriormente, o parque passou 36 anos na expectativa de ter um turismo ordenado, equilibrado e em conjunto com as comunidades”.

Inauguração com hospedagem local e baile de fandango

A inauguração aconteceu com a presença de representantes de órgãos ambientais, universidade, parceiros institucionais e moradores das comunidades. Parte dos participantes iniciou a travessia de bicicleta pela Praia Deserta, partindo da Barra de Superagui. Outro grupo foi de barco até a Vila de Ararapira e seguiu pela trilha até a Barra do Ararapira. Os visitantes foram acolhidos em hospedagens locais de Barra do Superagui e Barra do Ararapira, geridas pelas próprias famílias da comunidade. Além da estadia acolhedora, foram servidas refeições feitas com alimentos frescos e preparados localmente, valorizando os saberes e sabores caiçaras.

A cerimônia de inauguração da Trilha do Ararapira terminou com baile de fandango caiçara, expressão cultural que resiste há séculos em comunidades do litoral do Paraná, São Paulo e sul do Rio de Janeiro. A apresentação ficou por conta da Família Pereira, um dos grupos mais representativos do gênero no estado, reconhecida por sua atuação contínua na manutenção da tradição.

Formada por mestres de várias gerações, a Família Pereira é referência na preservação do fandango caiçara. O grupo participa de encontros culturais, gravações, oficinas e eventos públicos que mantêm viva uma prática reconhecida em 2011 como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Para quem percorre a travessia do Superagui, a conexão com a cultura local é um legítimo atrativo que reconhece nas comunidades não apenas anfitriãs, mas protagonistas da conservação e da experiência.

Da iniciativa comunitária à trilha estruturada

A origem da Trilha do Ararapira está diretamente ligada a uma demanda das próprias comunidades. Segundo Márcio José Muniz, líder comunitário da Barra do Ararapira, a reabertura do caminho começou como uma iniciativa local, motivada pelas dificuldades de navegação provocadas pelo rompimento de uma barra na Ilha do Cardoso (SP). No início, o trabalho foi feito apenas pelos moradores, com ferramentas simples, abrindo a trilha “no facão”, sem apoio externo. Com a chegada da pandemia, o processo foi interrompido.

Márcio conta que pouco tempo depois recebeu o contato do ICMBio sobre a chegada de recursos do Biodiversidade Litoral do Paraná para retomar a abertura da trilha, agora com a perspectiva de estruturá-la também para o turismo de base comunitária. “Hoje foi concluída a trilha com sucesso. (…) Vai ajudar muito a comunidade e a região toda de Guaraqueçaba, da Ilha do Cardoso, do Ariri, porque é tudo perto. Nossa comunidade aqui tem mais de 300 anos de existência, tem muitas coisas para explorar aqui nessa região”, afirma o morador, que também é proprietário de uma das pousadas da região com estrutura para receber novos visitantes.

Integração regional e valorização da conservação

Durante o evento, o diretor de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Pedro Cunha e Menezes, destacou a importância estratégica da nova trilha para a conservação ambiental e para o desenvolvimento do turismo de base comunitária na região. “É uma travessia belíssima, que passa por manguezal, praia, canal e áreas de floresta de Mata Atlântica de baixada, com vistas maravilhosas, possibilidade de pousadas bem estruturadas, um jantar gostoso, banho quente e cama macia. É uma experiência que traz as pessoas para uma das regiões mais bonitas do Brasil”, afirmou.

O diretor também destacou o papel das instituições e das comunidades locais na consolidação do projeto. “A gente, no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, está muito orgulhoso de ver o resultado aqui. A equipe do parque está de parabéns, o Programa Biodiversidade Litoral do Paraná, por meio do FUNBIO, que nos apoiou, está de parabéns, mas também a comunidade caiçara, que abraçou o projeto e está se esforçando para receber os turistas cada vez melhor”, afirmou.

Para a diretora da RedeTrilhas Paraná, Sara Moraes, a Trilha do Ararapira simboliza um exemplo concreto dos princípios defendidos pela Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso. O que mais chamou sua atenção foi o protagonismo da comunidade na concepção e realização do projeto. “Essa trilha representa o que a Rede preconiza, que é o desenvolvimento sustentável, o desenvolvimento da comunidade, o desenvolvimento de novos equipamentos de lazer e recreação, a conectividade e as ações de conservação. Mas, sobretudo, o que mais me chamou a atenção aqui foi o envolvimento da comunidade”.

Uso público, pesquisa e turismo de base comunitária

A inauguração da trilha também foi acompanhada por pesquisadores e docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que integra o conselho do Programa Biodiversidade Litoral do Paraná. Eles destacaram o potencial da iniciativa para o uso público qualificado, a pesquisa e a extensão universitária. Professor do Setor Litoral da UFPR e coordenador do projeto de extensão Rota Caiçara do Cicloturismo, José Pedro da Ros avaliou a abertura da trilha como um marco para o litoral paranaense. Ele fez parte do grupo que realizou a Travessia do Superagui pela Praia Deserta de bicicleta.

“A gente fez da comunidade do Superagui até a Barra de Ararapira em um percurso de 27 quilômetros, com apenas 15 metros de altimetria, um grande trecho de beira de praia, com maré baixa, uma paisagem sensacional e, depois, uma trilha mais técnica no meio das árvores, com dossel e sombra”, relatou. “Para o nosso projeto, que é a Rota Caiçara, é um grande atrativo, pois se trata de um parque nacional. Para o curso de Turismo é uma excelente oportunidade de pesquisa e de extensão, essa devolutiva da universidade para a sociedade”, completou.

Professora do Departamento de Botânica da UFPR, Márcia Cristina Mendes destacou a integração entre conservação da biodiversidade e desenvolvimento local. Segundo ela, a iniciativa materializa um potencial já reconhecido para o litoral do Paraná. “Nós estamos vivenciando uma iniciativa fantástica para o nosso litoral, onde a biodiversidade está sendo aliada a um potencial enorme de ecoturismo para a região (…) Há um grande potencial para desenvolver a vida das pessoas que moram aqui, a partir de iniciativas de ecoturismo e de observação da natureza”.

Um dos trechos mais preservados da Mata Atlântica

Criado em 1989, o Parque Nacional do Superagui protege cerca de 34 mil hectares de florestas, praias e manguezais no litoral do Paraná, sendo considerado um dos trechos mais bem preservados da Mata Atlântica no país. A unidade abriga espécies ameaçadas de extinção, como o mico-leão-da-cara-preta e o papagaio-de-cara-roxa, além de comunidades caiçaras que mantêm vivos modos de vida tradicionais, como o fandango.

Localizado no coração do complexo estuarino-lagunar do Lagamar, o Parque é formado por grandes ilhas costeiras, com mais de 40 quilômetros de praias desertas, dunas, restingas, manguezais e florestas de planície. O território integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica e o Mosaico Lagamar, reconhecidos pela UNESCO por sua relevância ecológica, e reúne alta biodiversidade e sociobiodiversidade.

Além do patrimônio natural, o Parque preserva práticas culturais e modos de vida tradicionais. O turismo de base comunitária desenvolvido nas comunidades locais oferece hospedagem, gastronomia típica e experiências culturais, como o fandango caiçara, reconhecido como patrimônio cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A principal porta de entrada da unidade é a comunidade da Barra do Superagui, acessível por táxis náuticos a partir de Paranaguá e Guaraqueçaba, ponto de partida para trilhas, praias e áreas de observação da fauna, incluindo golfinhos e, em determinadas épocas do ano, raias-jamantas nas águas próximas à Ilha das Peças.

Como chegar à Trilha do Ararapira

  • Saindo de Paranaguá: táxis náuticos levam até a comunidade de Barra do Superagui, permitindo iniciar a travessia rumo ao norte pela Praia Deserta.
  • Pelo norte da Ilha de Superagui: barcos também chegam à comunidade de Ararapira pelo canal do Varadouro (divisa PR–SP). De lá, é possível seguir a pé ou de bicicleta rumo à Barra do Superagui, no sentido norte-sul.

Categoria: Notícias

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